<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381</atom:id><lastBuildDate>Mon, 07 Dec 2009 03:57:28 +0000</lastBuildDate><title>Premissa e Conclusão</title><description>Uma premissa de mim, de tudo e de nada, chegando a nenhuma conclusão.</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/</link><managingEditor>wi.affonso@gmail.com (Wi)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-3595199620977456067</guid><pubDate>Mon, 07 Dec 2009 03:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-07T01:57:28.374-02:00</atom:updated><title>Esse ou aquele?</title><description>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'trebuchet ms';"&gt;Muitas coisas aconteceram nas últimas semanas, daquelas não muito agradáveis. Eram projetos e planos para o próximo ano, ou para muitos que vêm por aí. O engraçado é que não tenho certeza de coisa alguma, até mesmo se não haverão outras chances para tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Para alguns o inesperado é estimulante, uma oportunidade para libertar-se dos limites impostos a si mesmo. Eu, porém, sou dessas que engana-se com a possibilidade de controlar tudo - incluindo o futuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Acho que já escrevi sobre a minha falta de impulsividade. Mas talvez, hoje, seja mais que isso, porque eu sequer consigo elaborar um plano B. Não estou apenas paralisada pelo medo do que vem, mas sim perdida por não ver caminhos a seguir. E os que ainda se mostram são tão nebulosos que minha mania de visualizá-los a longo prazo não funciona.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Converso, então, com muitas pessoas, procurando nelas respostas que são unicamente minhas. Ninguém será capaz de dizer o que devo fazer, que rumo seguir; só compartilharão ideias e conselhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mas eu ainda sou a garota que precisa de certezas, que gosta de pensar nas opções da forma mais racional possível, colocando prós e contras lado a lado, fazendo cálculos e finalmente - depois de um certo tempo - tomando uma decisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Faço isso pra escolher um xampu, imagina se não faria para tudo que concerne à minha vida no sentido mais amplo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-3595199620977456067?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/12/esse-ou-aquele.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-5522451244338394053</guid><pubDate>Fri, 20 Nov 2009 23:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-20T23:20:59.823-02:00</atom:updated><title>Amigos</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu tinha 4 anos - e era uma criança bem chatinha, mas muito educada - achava que só existia um tipo de amigo: os que topavam alta velocidade no gira-gira. Exigia mais uma meia dúzia de qualidades relacionadas às brincadeiras, mas basicamente resumia-se a isso. Se por ventura um dito cujo tirasse uma com a minha cara seria o malvadinho (como em Chiquititas) e estaria banido do meu círculo social, até o dia seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu fui crescendo e a forma de fazer (e manter) amigos foi mudando. Primeiro percebi que existiam pessoas com as quais não era possível uma grande aproximação, por falta de assunto e interesse. São os eternos colegas e conhecidos. Depois descobri os vários "níveis" de amizade que se pode construir com alguém: o básico que inclui conversas, passeios, viagens, baladas e afins; o intermediário, englobando conversas tolas e também as mais densas, confissões e um pouco de troca de experiências, além da diversão; e o avançado, aquele(a) sujeito(a) que acaba sendo irmão(ã), uma parte da gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ultimamente, enfim, notei que dentro desses níveis há uma fragmentação. Até mesmo nos amigos "avançados", os de longa data e futuro. Cada um age comigo de maneira diferente e faz com que eu tenha um comportamento diverso. Variados, particulares, subjetivos - e juntos formam tudo que eu preciso (quando se fala em amigos sempre tem que constar essa parte sensível/emo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como toda boa mulher que se preze, tenho o amigo gay, divertidíssimo e inteligente - que agora vai se sentir. A romântica, delicadinha e atrapalhada. Ela esquece de mim às vezes, mas sendo quem é acabo relevando. A lesada e psicóloga para todas as horas, sempre com altos papos "filosóficos" e retardados. Uma que é extremamente parecida comigo nas atitudes, tão orgulhosa quanto eu, embora toda certinha, como toda boa virginiana. Tenta estar presente o máximo que pode. A irmã de verdade que me apresentou o mau caminho, mas com quem ainda não consigo falar muito de mim. A bipolar que fala pouca de si e quer ouvir tudo de mim, sempre tão misteriosa e também sempre tão disposta a me ajudar - do TCC às minhas crises. O namorado que ouve desabafos sem fim quando estou mal, além de tornar tudo mais leve, mais gostoso (e outro que vai ficar convencido), mesmo que às vezes eu tenha vontade de degolar, para não dizer outra coisa. Hehe. O amigo recentemente descoberto, que mora longe, mas que está sempre por perto. Um todo metido a garanhão, que nunca vai precisar de terapia ou livro de auto-ajuda (&lt;i&gt;aliás, como se escreve essa palavra na nova regra?&lt;/i&gt;); o cara que eu só mantenho conversas amenas e frívolas para não me aborrecer. A impulsiva que só me dá conselhos ruins e com quem dou risadas homéricas - que aliás sumiu por causa da faculdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado como cada um tem seu papel, como eu sou uma Winnie diferente com cada um. Citados os mais importantes, espero que se reconheçam. :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-5522451244338394053?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/11/amigos.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-361413451110233805</guid><pubDate>Sun, 25 Oct 2009 01:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-25T00:45:37.140-02:00</atom:updated><title>O Encontro</title><description>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ela acordou animada, sequer reclamou quando o despertador acordara desesperado e insistente. Arrumou-se com zelo, apreciou seu rosto delicado em frente ao espelho e saiu ritmada pela Sinfonia 41, a Júpiter - última de Mozart.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Caminhou por calçadas deterioradas e sujas enquanto analisava os próprios sapatos vermelhos e os alheios rostos inexpressivos. As nuvens formavam uma cortina à frente do sol e ela notou que logo mais uma certeira garoa deitaria sobre a cidade mal-humorada. O homenzinho de braços abertos do sinal tornou-se vermelho, proibindo-a de atravessar as faixas paralelas marcadas no chão. Encostou-se no poste para aguardar descansada. Nesse instante, porém, ela o viu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Os dois encontraram-se no olhar. Milésimos de segundos, conectados e invadidos. Duplamente fascinados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ela lançou um sorriso tímido, abaixou os olhos timidamente, levantou-os de novo, fitaram-se mais uma vez. Ele pôde sentir seu cheiro, imaginar a textura de sua pele e provar o gosto de seus lábios: previsões. Deu alguns pequenos passos na direção dos olhos maquiados, apresentou-se e deslizou o indicador sobre a face delicada. Sorriu por completo, a envolveu em seus braços e foram os dois até o café da esquina, para conhecerem-se e apaixonarem-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Despertou do transe e procurou-o sem sucesso. O homenzinho tornara-se verde, algumas dúzias de pessoas atravessavam as listras paralelas. E ele sumira, como todo bom pretendente transeunte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-361413451110233805?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/10/o-encontro.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-8924554799038724066</guid><pubDate>Sat, 10 Oct 2009 03:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-10T02:46:19.094-03:00</atom:updated><title>Segredos</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'trebuchet ms';"&gt;Miúda, pernas finas e cheias de hematomas infantis, ela gosta de sentar nos degraus que dão para a rua para observar as pessoas, seus passos, suas roupas e suas esquisitices. Calça um par de chinelos velhos que quase não cabem mais em seus pés. O vestido doado pela sobrinha da vizinha sobra para todos os lados, as alças insistem em descuidosamente cairem por sobre os ombros magros. Os dedos compridos interrompem a organizada fila das formigas e caçam os tatus-bolas que também passam por ali.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O vento balança as folhas da macieira no quintal ao fundo. Um vento sutil e musicado, faz-lhe carinho nos cabelos compridos e cacheados, anéis loiros brilhando sob o sol forte do verão. Ela os enrola no mesmo dedo onde enrolou-se também o tímido amigo tatuzinho. Sorri para a senhora que vende doces. Os doces - chamativos, provocantes e tentadores - que ela nunca pôde comprar. É capaz de imaginar os sabores e como derretem na boca; sonha com o dia em que terá moedas suficientes para pagar aquela preciosidade. E sorri mais uma vez; para si mesma, para as ideias que alimenta lá dentro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O sorriso é de dentes minúsculos e intensamente brancos. Ele abre covinhas, buracos delicados nas bochechas sardentas e rechonchudas. Aquele mesmo dedo da brincadeira com os insetos desliza sobre a cavidade, porque ela acha aquilo engraçado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Uma voz grossa, forte o suficiente para penetrar-lhe na alma, a chama. O sorriso, a covinha, o indicador curioso: tudo se esconde. Tenta fingir que não escutou, mas o homem repete seu nome, ainda mais agressivo. Ela se vira lentamente, como se o vento agora fosse toda uma tempestade. Seus olhos caminham aos poucos pelo pobre e maltratado jardim, findando por chegar aos pés descalços e calejados que tanto conhece. O homem começa a esbravejar e reclamar por sua demora. Fraca, vencida... Ela levanta como se pesasse toneladas. De tristeza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Limpa o vestido e anda na direção dos pés descalços. Eles viram mãos, que abrem a porta, que a empurram para dentro. Ela olha para os lados, à procura da saia rendada e do avental maternos; uma busca desesperada e certamente improdutiva. Ouve um grito, estremece. Aquelas mãos tomam-lhe o braço, ela sente-se quebrar por inteiro, imagina-se em cacos, espalhados pelo chão. Seria melhor do que a realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A porta atrás de si é fechada e trancada. O homem a joga na cama estreita, o urso de pelúcia olha com piedade. E ela fecha os olhos. De novo aquelas mãos, aquele cheiro insuportável, aquela dor - é capaz de sentir tudo antes mesmo do princípio. Já não há resistência, não há esperança. Ele não vai parar até conseguir o que quer. E quando termina, as mãos que vagaram pelo corpo num repugnante desejo surram-na, porém ferem-na menos do que antes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O algoz vai embora. Ela abraça o amigo urso, acaricia delicadamente suas orelhas macias. E chora. O choro traz o sono, e no sonho ela pode fugir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-8924554799038724066?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/10/segredos.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-2144999987840045616</guid><pubDate>Wed, 30 Sep 2009 18:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-30T16:34:11.944-03:00</atom:updated><title>Brincando de ser malvado</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Criança é má. Não quer acreditar no que leu? Pois repito: criança é má! E muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;As pessoas têm mania de dizer que nascemos puros, sem maldade no coração. Não acreditei nisso nem quando ainda pensava que Papai Noel existia (se você ainda espera a figura vermelha barbuda todo final de ano, perdoe-me, não tive intenção de destruir o seu Natal). Chamar uma criança de anjinho é a coisa mais sem sentido do universo. Ok, elas são mais sinceras, mais verdadeiras, falam o que pensam e não usam máscaras. Agora canonizá-las é um erro grotesco. Quem teve infância não pode crer nessa ideia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Apelidos, eis o primeiro argumento. Se você foi gordinho, magricela, muito pobre, rico demais, alto, baixo, bonito, feio, enfim, se você tinha alguma característica marcante sabe do que eu falo. Qualquer coisa lhe conferia uma alcunha maliciosa e na maioria das vezes ofensiva. A questão não é batizar o amiguinho com algum adjetivo engraçadinho; o problema está quando aquilo faz tão mal que ultrapassa a diversão. O pobre coitado pode chorar, pode bater ou xingar - para os demais continua sendo engraçado, mesmo que se perceba a olhos vistos como a outra "pessoinha" sofre. Os alvos mais fortes, psicologicamente falando, vão fingir que também acham graça para que uma hora os torturadores de plantão se cansem (ou não). Quando se tem 20 anos, apelidos já não te causam reação alguma, afinal foram anos convivendo com eles. Aos 7 anos, entretanto, ser chamado de botijão só faz aumentar a vontade de ser quem não se é. Se você não traz esse tipo de trauma, parabéns. Eu, sim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ridicularizar é, portanto, o esporte preferido do ser humano, desde que ele se entende por gente. É uma questão de autoafirmação, de sentir-se melhor consigo mesmo à custa da desgraça alheia. Essa atividade tão prazerosa se estende aos mais diversos campos da interação social na infância: dizer ao Joãozinho que ele é feio quando lhe pedir em namorico, jogar a bola na cara do amiguinho, amarrar o seu cadarço para que ele caia, dizer que sua mãe não o ama, chamar o outro de burro enquanto segura uma prova nota 10 de matemática, roubar o lanche que o pobre coitado levou para o recreio, afastar-se da menininha estranha que dizem ser piolhenta para também não ser considerado como tal... As opções são muitas! É nessa fase que você aprende como funciona a sociedade, o que vier depois é lucro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Lembro bem de quando me apontaram no pátio, porque minha mochila não era de carrinho como das outras meninas. Uma outra vez fui segregada por ser a amigona da moradora da favela, que devorava a merenda da escola já que em sua casa não havia tanta comida. Riam do meu nome, principalmente quando alguma professora ou outro funcionário liam-no errado. Já me chamaram de gordinha, de feia. Até que uma hora eu pensei "que se fodam esses pau no cu". Mentira, eu não falava palavrão porque era feio. Mas entendi que o melhor era viver sem levar (muito) em consideração a opinião alheia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Outro dia ouvi um depoimento de uma mãe contando como a filha era discriminada por outras crianças apenas por ser portadora de uma deficiência física. De cortar o coração, principalmente porque eu sou manteiga derretida. Os "anjinhos" apontavam-na rindo, dizendo em alto e bom som que não queriam-na ali, que eles não brincavam com "monstrinhos". Provavelmente, enquanto isso os pais dessas crianças as veem com auréolas na cabeça e nem imaginam como podem ser cruéis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A culpa talvez seja até deles, por não observarem com mais atenção sua prole, por não corrigirem más atitudes na hora certa e, o mais relevante, por darem exemplos errados, distorcidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Não prego a vida chata de um politicamente correto, longe disso. Mas será certo divertir-se com o sofrimento dos outros? Outros tão frágeis como nós mesmos. Antes de aprendermos o abecedário seria melhor termos aulas de filosofia e ética, talvez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-2144999987840045616?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/09/brincando-de-ser-malvado.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-3431773106250045025</guid><pubDate>Mon, 21 Sep 2009 02:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-20T23:39:56.981-03:00</atom:updated><title>Revendo conceitos</title><description>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Não vejo meus melhores amigos há mais de um ano. Não vi meu namorado essa semana. Não posso aceitar os convites que me fazem sem antes ter certeza de que haverá condições. Além de tudo, nunca tenho dinheiro - e não vou pedir a toda hora, óbvio. Por isso já não lembram tanto de mim, já não me ligam como antes. Talvez saibam que a resposta vai alternar entre o não instantâneo ou o talvez desanimado.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E ontem, quando queria chorar para alguém, quando procurei aquele amigo que me ajudasse, que me aturasse, que ao menos me mandasse para a puta que me pariu e que eu deixasse de frescura... Não encontrei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Será que me tornei uma pessoa assim tão chata?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Se a resposta for sim, prometo mudar. Vocês voltam?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-3431773106250045025?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/09/revendo-conceitos.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-8289134848950257560</guid><pubDate>Sun, 30 Aug 2009 23:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-31T20:44:44.300-03:00</atom:updated><title>Para sempre?</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'trebuchet ms';"&gt;Luís era ainda Luisinho. Andava relutante de uniforme azul, vermelho e branco, tênis novo no qual acabara de treinar a técnica de amarrar os cadarços, meias tão brancas quanto as madeixas da Vovó Matilde, o cabelo dividido no meio e a lancheira do ThunderCats gelada do Toddynho. A mãe insistia, puxava, enumerava argumentos para defender a idéia de que escola era um lugar muito divertido e importante, onde ele conheceria vários amiguinhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Amiguinhos? Ele se questionava, por que precisaria de mais amiguinhos? Tinha o primo, o vizinho e os brinquedos, estava bom demais. Imaginar mais pessoas que fossem dividir suas coisas, propôr outras brincadeiras... Isso não era nem um pouco legal. Mas ele era obrigado a ir naquela tal de escola. Restava-lhe rogar milhares de pragas sobre quem teria inventado essa coisa sem sentido e continuar a caminhada forçada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Chegaram os dois no portão colorido. A mãe entregou-lhe a mochila (também do ThunderCats), deu-lhe um beijo, disse meia dúzia de palavras falsamente animadoras. Uma moça de avental sorriu e puxou conversa. Sua mãe lhe ensinou que não se podia dar informações para estranhos, portanto recusou responder o que ela lhe perguntava. Como se apresentou como sua professora, porém, ele achou melhor obedecer e dizer até o que não precisava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Entraram na sala, ele ocupou um lugar. Tirou o caderno, o estojo e percebeu os olhares. Evitou nos primeiros momentos, mas ao final da tarde já estava lá, chamando Paulinho para brincar de bafo (percebeu como este tinha várias figurinhas interessantes que ele procurava!). Eis o primeiro dia de aula, o primeiro amigo. Com o tempo já não chamava só Paulinho para as brincadeiras - conhecia todos e até falava para a mãe que os queria como convidados na sua próxima festa de aniversário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Por anos foi isso. Amigos eram sinônimos de diversão. Pouco conversavam sobre o mundo, sobre as pessoas. Tudo era ligeiramente irreal, fantasioso, lúdico. Bastavam os brinquedos, as risadas, as brigas e alguns choros. Nada que não fosse possível resolver com o intermédio das mães.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Aniversários regados a bexigões e decorações - de dar inveja às melhores cenografias televisivas - aconteceram. O passar dos anos provocou o asco de Luisinho por essa denominação diminutiva. Pegava mal, principalmente na frente dos amigos. "Amigos, mãe, eu sou grande já! Amiguinho não!!" Contava com quase uma década de idade já, uau. E não gostava de incluir meninas em seus projetos e relacionamentos; não aguentava a forma como reclamavam, como eram nojentas, como choravam por causa de um empurrãozinho. Abominava. Enquanto isso, adorava agredir os coleguinhas, contar histórias mais interessantes que as deles. Começou a ter noção de que amigos nem sempre fazem coisas legais. Mas existia videogame, futebol... Dava para resolver. E assim seria para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Depois de mais alguns anos, a adolescência chegou. Meninas, hum! Como ficaram interessantes, diferentes e tentadoras. A outrora Lolô, agora Heloísa, peitudinha, coxa chamando atenção nas aulas de Educação Física, repetia a todo momento que os dois haviam crescido juntos, que ele era um grande amigo. Nesse dia decidiu que amizade com mulher inviabilizava qualquer alívio sexual. E se enfiava no banheiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Para os amigos contava histórias de sexo alucinado, posava de garanhão. Comentavam das amigas de sala, das vizinhas, alguns atreviam-se a falar da irmã alheia. Luís (ou melhor, Luisão: era o mais alto), filho único, podia falar de qualquer uma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mas não bastavam as conversas sobre sexo. Conheciam de forma mais vasta a música, começaram a experimentar coisas juntos, reclamavam dos pais, da vida. Luís planejava morar com alguns deles, dividir um apartamento no centro onde pudessem levar quem quisessem, fazer festas a hora que desejassem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Perguntava aos mais íntimos o que fazia em relação à Heloísa, e foi com a ajuda deles que os dois se beijaram, que os dois se agarraram, que os dois transaram. Amigos. Luís traduzia essa palavra numa vastidão impressionante; era a solução dos seus problemas, o seu futuro, seus segredos, seus medos. Todos estavam praticamente no mesmo barco, sentiam a mesma coisa. Seus amigos eram ele próprio. E assim seria para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Pena que ninguém fica toda a eternidade na escola. Terceiro colegial, aquela vadiagem no primeiro semestre inteiro, o desespero depois das férias de julho. Luís se sentia o mais perdido em relação a seu futuro, não tinha idéia sobre o que ser para o resto da vida. Paulo, o Paulinho daquele primeiro dia de aula, decidiu-se pela Medicina, preparava-se para mais alguns anos de cursinho. E ele, na dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Forçaram-no a fazer teste vocacional, a visitar faculdades, a conversar com profissionais. Jornalismo, pronto. Sempre gostou de escrever, de investigar - achou que era o suficiente. O Ensino Médio acabou, várias festas rolaram, Heloísa chorou em seus braços, ele a pediu em namoro. Alguns amigos reclamaram, se afastaram, lhes parecia que Luisão perdia a graça sem a vida de solteiro pegador como a deles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Formados, uns já foram para a universidade, outros para o cursinho (como ele mesmo e o amigão Paulo), outros ficaram vadiando escondidos na desculpa de que precisavam decidir sobre a profissão. Prometeram, entretanto, que não se separariam, que se veriam sempre, alguns fizeram pactos de amizade até a velhice.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Isso aconteceu? Inicialmente sim. Só que a vida se encaminha, novos amigos aparecem, Heloísa conhece um cara mais interessante, o trabalho começa a consumir a vida nova. Agora eles se falam via internet (quando o destino os coloca online na mesma hora).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Depois, chegado à casa dos 20 e poucos anos, Luís cursa a faculdade, dirige, mora sozinho. O Paulo alugou um apê no mesmo quarteirão, está sempre lá. Novos amigos surgem: da balada, do trabalho, da vizinhança, conhecidos dos conhecidos. Tudo muito passageiro. Mulheres, os grandes problemas, discutidas e analisadas em mesas de bar, em partidas de sinuca. Comê-las, sempre. Procurá-las mais, talvez. Casar-se, jamais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mas desde sempre o ser humano morde sua própria língua. Luís, formado, conhece a prima de Paulo. Com todo respeito: que foda, que noite! Precisa procurá-la mais vezes, uma caça inusitadamente deliciosa. E os amigos fazem piada, dizem que ele está amarrado, fazem sinal para chamá-lo de encoleirado. E Paulo dá força, talvez por também estar aflitivamente interessado por uma ruiva do trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ele muda de emprego, conhece outros tantos amigos. As conversas andam mais sérias, mais densas. Luís decide, sem ouvir os solteirões convictos: quer viver com Eduarda até o fim de sua vida. Ama e nessa hora os colegas o respeitam, talvez porque também amem às escondidas, talvez porque também desejam amar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Anos e mais anos. Luís é pai, jornalista conhecido, apresenta os primeiros cabelos grisalhos. Os amigos do colégio não vê faz muitos anos. Os do trabalho... Mudam alguns, outros permanecem. Surgem novos, nem todos fiéis e verdadeiros o suficiente para ficarem. E Paulo, categoria à parte, agora compadre, irmão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Enfim, a velhice. Os filhos têm sua própria família, a própria vida. Aposentadoria. Já nem sabe por onde andam os caras do trabalho, das partidinhas de futebol, de golfe. Sua vida anda limitada: idade é sinônimo de dor. Prefere um vinho e um jantar bem preparado, uma conversa longa, divagações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Conta nos dedos de uma mão aqueles que são amigos, que merecem sua confiança e seu respeito. Mas cada ano morre um. E sobra Paulo, o amigo de bafo, de álcool, mulheres, faculdade, família, vida. E assim será, para sempre até também partirem os dois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-8289134848950257560?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/08/para-sempre.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-4608331360200385872</guid><pubDate>Thu, 27 Aug 2009 21:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-27T20:18:35.414-03:00</atom:updated><title>XX é diferente de XY</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'trebuchet ms';"&gt;Carolina não usa esmalte vermelho porque gosta de dar para todo mundo; é bonito, ela acha fashion, só isso. Mariana usa decote e estampa de oncinha, mas não é puta nem piriguete - aliás, faz seis meses que não transa nem dá uns amassos mais empolgantes com um cara. Juliana deu na primeira noite que conheceu Otávio. Por quê? Afinidade e atração incontroláveis, ela nunca tinha feito isso antes. Mas Otávio saiu dizendo para os amigos que Juliana era "bem gostosa mas fácil demais, vadiazinha, só serve pra uma fodinha casual". Já Laura recusou a ida à casa do bofe delicinha: eles tinham saído poucas vezes, o dito cujo teria má impressão. Nunca mais ligou. Olívia esperou, esperou e o cara da balada não agia. Solução? Foi lá puxar assunto e jogou uma indireta que surtiu efeito. Pena que depois dos beijos cinematográficos o sujeito tenha mandado uma mensagem chamando-a de saidinha, perguntando se ela estava afim de uma suruba com uma ex-namorada dele. Olívia, indignada, mandou o sujeito para os infernos (ou coisa pior) e ele revoltou-se: "Você vem toda moderninha me agarrar na balada e agora tá fazendo cu doce?". Suzana conheceu um homem incrível. Mais velho, experiente, culto e agradável. Ela se entregou de corpo e alma, acreditou ser a mulher mais sortuda do universo! O porém logo veio - o maduro era casado e não entendeu por que Suzana sentiu-se ofendida quando ele disse que independente disso poderiam continuar a relação. Bruna buscava tratar da melhor maneira possível os colegas de trabalho, de ambos os sexos. Um dos homens, entretanto, interpretou a coisa erroneamente e lançou uma "cantada baixo-nível". Esquentadinha, ela deu-lhe um bom tapa na cara e mesmo assim foi obrigada a ouvir desaforo. Paula engravidou do bonitão da academia; quando contou, ele sumiu. Antes a chamou de safada golpista e mandou que ela arranjasse outro "otário pra bancar essa merda de criança". Vitória... Vitória é amiga de todas elas. Impetuosa, por ora desistiu dos homens. E comprou um vibrador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-4608331360200385872?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/08/xx-e-diferente-de-xy.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-4966299336063110099</guid><pubDate>Mon, 27 Jul 2009 04:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-27T01:58:15.817-03:00</atom:updated><title>Adeus sem lenço branco</title><description>&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;É difícil ver alguém partir. Talvez seja ainda mais difícil quando o alguém parte devagar, perdendo-se e fazendo-se perder dos demais a cada dia. O adeus extenso é tão ruim porque você não é capaz de acenar e simplesmente virar as costas; é como se fossem dados passos para trás em sentidos opostos, os olhos vidrados no do outro, a mão ainda estendida.&lt;br /&gt;É assim que eu vejo meu pai partir. Aos poucos, em cada momento que ele sente dor, que ele geme, que ele nos olha numa tentativa de soltar o grito que sua garganta já não pode mais produzir.&lt;br /&gt;O silêncio de seus olhos suplicantes me dá reviravoltas no estômago e uma aguda sensação de dor extracorpórea. Suas pernas endurecidas e quase imóveis exigem uma força dos braços e da alma. A respiração difícil enche meu peito de angústia. As dores, a aflição e o mal estar, é tudo tão constrangedor para uma pessoa saudável como eu, mas acima de tudo... é perturbador.&lt;br /&gt;Por isso tudo eu me perco. Em determinadas horas é revolta, depois desespero, logo vem a tristeza, seguida do desconsolo apático. E tudo parece bem mais penoso.&lt;br /&gt;Há 2 anos, ainda de pé e falando, ele disse que eu não precisava ter medo, que dali em diante viveríamos cada momento sem pensar no futuro. Nunca consegui encarar as coisas assim, e agora é ainda mais difícil. Ele ainda tenta, com certeza, pois mantém o riso, escreve poesias com o mínimo movimento da mão, nos manda beijos pelo olhar e tenta sobreviver como pode. Ainda é forte, por nós dois.&lt;br /&gt;Enquanto isso, eu me preparo. Para o dia seguinte, para o próximo obstáculo da doença, para a partida. E mantenho os meus olhos sobre ele, cada um dando seu passo para trás, com as mãos estendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;[às vezes é bom desabafar]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-4966299336063110099?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/07/adeus-sem-lenco-branco.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-8244514144477909321</guid><pubDate>Mon, 27 Jul 2009 02:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-27T00:05:49.088-03:00</atom:updated><title>Quando 2 + 2 = 0</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No exercício da matemática mais imperfeita do mundo: é assim que o ser humano vive e se relaciona. Ninguém entende as incógnitas, as leis, os princípios e não sabe usar as fórmulas; mas todos fingem dominar os conceitos. E assim os dias passam - todos perdidos com cara de sabidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Talvez o mundo precise de mais sinceridade e menos orgulho. As conversas francas e as demonstrações claras de sentimento resolveriam todas as equações, dos casos de paixão avassaladora aos choques familiares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ou é isso ou minha visão de mundo que anda muito ácida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-8244514144477909321?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/07/no-exercicio-da-matematica-mais.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-2353225854043742713</guid><pubDate>Thu, 23 Jul 2009 05:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-23T02:45:50.632-03:00</atom:updated><title>Declaração</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu choro e tudo continua meio ruim. Meio, porque uma professora da 3ª série me ensinou a ser comedida. Na verdade, eu já era, só fiquei mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-2353225854043742713?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/07/declaracao.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-8824640842147342841</guid><pubDate>Sat, 11 Jul 2009 03:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-11T00:54:07.529-03:00</atom:updated><title>Ponto final pra recomeçar.</title><description>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É fome e vontade do que logo dá nojo. Felicidade repentina proveniente de um aborrecimento relevante. Preguiça de fazer nada. Abatimento de tanto animar-se. Raiva passageira que perdura por dias. Desprezo pela importância de tudo. Sorte de sempre dar azar. Saudade de tudo que está perto. Tristeza nascida num momento de alegria. Amnésia das lembranças mais significativas. Doce amargura do azedo da vida. Revolta por aquilo que se entende. Gritos mudos de injustiça. Mudas vozes de ingratidão. Devoção descrente por um futuro que não surgirá. Inércia de um movimento inconstante que mantém-se firme. Sentido que não tem percepção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vc sabe o que é? Eu não sei. Só sinto. Só sinto muito.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-8824640842147342841?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/07/e-fome-e-vontade-do-que-logo-da-nojo.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-6745368350775735733</guid><pubDate>Sun, 10 May 2009 22:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-10T19:47:49.121-03:00</atom:updated><title>Feliz dia das mães</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando criança eu observava minha mãe arrumando-se para sair. Acreditava que ela era a mulher mais elegante do mundo: sapatos lindos que eu ansiava usar, maquiagem bem feita, cabelos bem cuidados. Entendia que eu havia nascido no ventre da mulher mais inteligente, mais culta e que nenhuma outra tinha tanto a ensinar como ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mantinha, porém, um medo evidente da minha mãe. Sempre foi uma mulher brava. Meus irmãos mais velhos já estavam na adolescência quando eu ainda aprendia a escrever e ler, e talvez por isso via com mais intensidade como eram fortes os seus sermões e incisivas as suas ordens. Por isso fui uma criança relativamente "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;bundona&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;" - evitava fazer coisa errada, mesmo que fosse arte de criança, por receio do que pudesse ouvir dela. E assim nasceram os "Mãe, posso sentar no chão? Vc lava a minha roupinha?" ou o "Mas minha mãe não vai gostar!", que eu sempre repetia para os primos e amiguinhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Fui crescendo e comecei a avaliar o mundo ao meu redor. Então surgiram as primeiras discussões com a matriarca. Descobri defeitos que antes aparentavam não existir, acreditei que ela implicava demais com algumas coisas e tudo mais que os filhos adolescentes pensam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não posso dizer que minha relação com ela agora seja realmente maravilhosa. Discutimos bastante, discordamos em determinados assuntos, pensamos diferente sobre várias coisas. Às vezes ela me irrita, sei que a irrito muito mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas tem horas que fico pensando no quão forte e corajosa ela é. Passou uma infância dura (com uma mãe bem mais autoritária do que ela mesma), teve um primeiro casamento difícil, criou uma filha a duras penas. Mais tarde criou filhos "adotados", o que exigiu uma certa adaptação e uma grande mudança de vida, afinal a partir daquele momento eram 3 crianças e posteriormente mais uma, eu. Aturou anos de briga com a família do marido e por obra do destino teve que engolir algumas coisas para aceitar a presença dessas pessoas mais tarde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nos últimos 2 anos, abdicou consideravelmente de sua vida para cuidar do amor da sua vida, o meu pai. Dia e noite, o alimenta, lhe dá remédios, alivia suas dores, chora junto, acaricia; e em algumas horas demonstra-se impaciente e geniosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas mãe é isso: uma mistura de defeitos imperdoáveis e qualidades supremas. No fim das contas, estas últimas sempre pesam mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-6745368350775735733?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/05/feliz-dia-das-maes.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-8298690033821446957</guid><pubDate>Sat, 25 Apr 2009 00:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-24T22:28:35.945-03:00</atom:updated><title>Caras e Bocas</title><description>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Há alguns anos uma menina fitava o espelho. Os olhos grandes e curiosos vasculhavam cada milímetro de sua imagem refletida. Devo dizer que ela adorava contemplar-se, imitar outras pessoas, representar personagens e cenas de novela, cantar cheia de trejeitos, fazer caretas: tudo isso na frente daquela coisa mágica que mostrava seu reflexo e que também invertia a ordem das palavras escritas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Naquele dia, entretanto, ela se deteve com uma indagação do futuro, porque talvez foi quando percebeu que as pessoas se transformam e envelhecem. Então, uma ideia lhe passou pela cabeça: como ela seria daqui alguns anos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O cabelo seria comprido, afinal ela nunca pôde abandonar todos os inúmeros tipos de corte estilo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;chanel&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;. Bem que poderiam surgir alguns cachinhos, afinal aqueles fios lisos nunca conseguiram manter sequer uma presilha ou um simples rabo-de-cavalo. A boca, os olhos - ficariam iguais? Os lábios talvez tornariam-se mais carnudos, como os da maioria das mulheres que apareciam em revistas. Se bem que o da mãe...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;As bochechas! Como ela queria que diminuíssem, ficariam mais bonitas assim. Ainda mais quando pudesse se maquiar de verdade! Seria baixinha ou alta como o pai? Bom, ela achava mulher "pequena" mais charmosa. Que ficasse magrinha, não era pedir muito. E a voz? Não conseguia se imaginar com voz mais de adulta, nem muito fina nem muito grossa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Projetar sua própria imagem de anos depois era impossível. Mais difícil que divisão com dois números na chave.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O que aconteceu? Ela cresceu. Virou essa Winnie, um pouco diferente do que imaginara. Uma coisa manteve: essa mania de fazer projeções e previsões.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-8298690033821446957?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/04/caras-e-bocas.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-7511940090225869684</guid><pubDate>Wed, 22 Apr 2009 03:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-22T00:49:32.425-03:00</atom:updated><title>Partida</title><description>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De todos os amores e de todas as paixões, só aquela restou. Nas outras? A dor da perda, a dor de corno, a dor da separação de consentimento mútuo, a dor do sentimento platônico ou do não correspondido, a dor na falta de dor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E todas elas se foram. O que lhe restou foi a cerveja sempre gelada, o amendoim e o jogo nas quartas e finais de semana. É, não é preciso terapeuta ou antidepressivos quando se tem futebol. Mesmo nas derrotas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E ali está ele, de novo sozinho. Seu amor, sua vida: em jogo. Os dias anteriores passaram lentamente, as projeções e palpites rolaram. É aquele sentimento de adolescente (ou de imaturo) apaixonado, que não sabe se confia plenamente na amada ou se mantém a pose como forma de segurança. Mas ele anda confiante, promete se entregar de corpo e alma. E assim o faz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No dia marcado, lá está o dito cujo. Roupa alinhada, de acordo com a ocasião. As mãos, geladas, transpiram e tremem. Medo bobo, ele diz a si mesmo. Chega no local e espera. Os minutos se estendem, aterrorizando-no. Alguns outros homens tentam puxar papo, mas a garganta dele está seca e sua voz entala entre as amídalas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É quando ele vê. Entrando, deslumbrante, em preto e branco. Não são 11 jogadores como tentam nos iludir os olhos; é o Corinthians - uma unidade feita do todo da paixão de um torcedor fanático.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-7511940090225869684?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/04/partida.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-7972882856232951845</guid><pubDate>Thu, 19 Mar 2009 04:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-19T01:42:09.670-03:00</atom:updated><title>Ficaí a verdade</title><description>&lt;div style="text-align: left; font-family: trebuchet ms;"&gt;"(...) Tende piedade dos homens públicos e em particular dos políticos&lt;br /&gt;Pela sua fala fácil, olhar brilhante e segurança dos gestos de mão&lt;br /&gt;Mas tende mais piedade ainda dos seus criados, próximos e parentes&lt;br /&gt;Fazei, Senhor, com que deles não saiam políticos também."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trecho do poema &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Desespero da Piedade&lt;/span&gt;, Vincius de Moraes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-7972882856232951845?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/03/ficai-verdade.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-4820419078310356796</guid><pubDate>Mon, 16 Feb 2009 01:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-19T21:15:19.491-03:00</atom:updated><title>Rotina de estrada</title><description>&lt;div face="trebuchet ms" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Simpática, sorriu para a atendente, colocou a revista no balcão e pediu a passagem para Corumbá: qual horário?, pode ser no próximo, preferência por assento?, prefiro janela, tenho na poltrona 19, pode ser, R$ 183 no convencional senhora, ok, maquininha imprimindo passagem, caneta riscando, troco devolvido, obrigada senhora tenha uma boa viagem, obrigada e um bom trabalho querida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A mala era razoavelmente pequena, uma muda de roupa para desmentir a história de que mulher não sabe ser comedida na hora de arrumar as tralhas para viajar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Apesar disso, porém, o rapaz veio ajudar: precisa de ajuda?, não tá leve, magina a senhora grávida já carrega peso suficiente, ah se não for te incomodar, claro que não, obrigada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Plataforma 16, o mocinho de bigode mal crescido levantou, ela agradeceu, o outro depositou sua bagagem ao lado da cadeira e foi embora. Um calor miserável e uma criança insuportável ao lado, berrando por "Tódinu, mã!".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O ônibus encostou, um povo mal educado achando que o ônibus vai partir sem eles, desesperados para jogar as malas na cara do ajudante da empresa de ônibus e se refestelar na poltrona - alucinados pela janela, mesmo que seja pra fechar a cortina e não ver a paisagem durante o percurso todo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Passado o tumulto, ela entrega sua passagem para o motorista (a cara do Dráuzio Varela!). Pesa a perna, a barriga empina, a mocinha do primeiro banco oferece a mão como apoio. Agradecida, ela alcança o corredor, procura por seu lugar e acomoda-se. "Senhor, que aquele moleque chato do Toddynho não sente do meu lado!". Sabe, sentimento materno aflorando incrivelmente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Mas é ele mesmo que vai na poltrona 18. "Esqueci minha fita crepe, porra!" A mãe dá uns tapas, comenta como o sono perturba uma criança, pergunta de quantos meses ela está, qual o sexo, o nome... aquele papo todo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Enfim o ônibus sai. A mãe fecha logo os olhos, buscando o mesmo sono do filho. E ela vai ler a reportagem sobre celulite, finalmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Dorme logo, acorda, come, o trajeto é interrompido para uma corrida coletiva alucinada em busca de coxinha numa lanchonete duvidosa de beira de estrada. Ela vai, compra umas besteiras, a romaria toda volta. Quilômetros. Sol, chuva, pôr-do-sol, dorme, acorda. Parada policial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ok, ela precisa fingir que vai ao banheiro. A barriga entala no pouco espaço que o menino libera, os fardados entram, ela se assusta, tropeça, é jogada pra cima do cara da poltrona do lado oposto, a roupa enrosca em alguma coisa, ela cai no chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A senhora tá bem?, ai me desculpa que vergonha, não tudo bem bateu a barriga?, não ela tá...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A roupa rasgou! O sujeito olha com cara estranha e o menino solta um "Mã, ela tem uã alnofada na baíga?". O guarda se aproxima, ela tenta fugir para o fundo do corredor. Em vão. O policial a puxa pelo braço, dá um riso de sarcasmo, arranca a barriga e fura. "Bonito, hein minha senhora!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"Mulher de 32 anos supostamente grávida é presa em ônibus que saía de São Paulo para Corumbá. Durante uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;blitz&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; da Polícia Rodoviária, um incidente revelou que sua barriga era falsa. Intrigados com o fato, os policiais cortaram o tecido e encontraram 2 kg de cocaína em seu interior. Ainda não se sabe onde seria feita a entrega, pois a suspeita não quis responder às perguntas feitas na hora do flagrante, mas a Polícia acredita que a droga seria levada até a fronteira com o Paraguai.(...)"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-4820419078310356796?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/02/rotina-de-estrada.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-7377201456089725253</guid><pubDate>Mon, 19 Jan 2009 04:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-19T21:16:01.449-03:00</atom:updated><title>Jogo dos 7 erros</title><description>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Às vezes eu esqueço que somos pessoas para as outras diferente do que somos para nós mesmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Esqueço do quanto aparentamos ser coisas diferentes da realidade, do quanto escondemos alguns fragmentos da nossa personalidade. E, ao mesmo tempo, de como algumas pessoas são capazes de nos mostrar lados ocultos que possuímos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Alguém escreveu que sou um tanto rebelde, que "não levo desaforo pra casa", apesar de uma fragilidade levemente evidente. Nunca imaginei que passasse essa imagem para alguém, a não ser pelo lado frágil de ser. Mas é verdade: brigo, grito, xingo... e acabo no choro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Não suporto uma injustiça, não gosto de estupidez injustificável, não aguento seguir uma discussão calada, apenas ouvindo. No calor da coisa, me recuso a aceitar uma atitude errada de minha parte, minha culpa no cartório. A razão é minha, a última palavra tem que (ou deveria) ser minha e a minha voz, a mais alta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Quem conhece ou já passou por esse meu lado? Quem mora comigo, quem me conhece a mais de 5 anos, quem tem uma relação íntima comigo... Talvez a grande parcela de pessoas que esteja contida na minha vida não, porque insisto em ser simpática, para que sejam comigo. Até um ponto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Porventura isso seja depreciador, porque quanto mais alguém me conhece, mais se decepciona - afinal os conflitos são proporcionais à intimidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Whatever, nunca falei que não tinha defeitos. Grandes defeitos, eu diria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-7377201456089725253?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2009/01/jogo-dos-7-erros.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-2287335546761926623</guid><pubDate>Mon, 15 Dec 2008 01:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-19T21:17:32.569-03:00</atom:updated><title>O galinha paradoxal</title><description>&lt;div style="text-align: left; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Leiam Malu de Bicicleta, de Marcelo Rubens Paiva. (E se me permitem o pitaco, ouvindo o último CD do Maroon 5 - It Won't Be Soon Before Long. Não há trilha sonora melhor, pelo menos pra mim)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;O começo da história lhe faz ter dó de Luiz. O meio, nojo de sua canalhice, graça de sua cara de pau, inveja de sua despreocupação anterior à Malu, riso por suas aventuras, inconformidade com sua galinhagem, compaixão por seu amor encontrado. Mas no fim... Primeiro um desalento solidário, depois uma raiva repentina e por fim... pena por sua burrice.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Só tome cuidado para não desacreditar (muito) do amor. :)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-2287335546761926623?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2008/12/o-galinha-paradoxal.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-4917212690301279667</guid><pubDate>Wed, 10 Dec 2008 03:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-19T21:17:51.304-03:00</atom:updated><title>Muito além do raio que nos cerca</title><description>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Alguma família nordestina divide um pacote de farinha e meio kg de feijão em 12 porções, que devem durar por três dias, se Deus quiser. Uma filha está presa no porão, sendo abusada sexualmente pelo próprio pai. Milhares de mulheres estão sendo agredidas, menosprezadas, tratadas como lixo inutilizável. Médicos lutam para salvar doentes terminais enquanto cientistas tentam encontrar a cura para outros. Alguém chora envergonhado por conta de um vício, de uma fraqueza mental que corrói cada célula do seu corpo. Mães que perderam seus filhos amparam-se umas às outras, sem notícia, sem corpo, sem um fim acalentador. Atulhados feito animais enjaulados, presidiários pagam por suas ações, sem que haja reeducação ou recuperação da maioria - apenas a ampliação do ódio e da insistência para com o crime. Um velho cansado e calado dorme na calçada gelada, ouvindo o ruído dos carros e de seu estômago vazio. Pequenos seres fumam crack, se vendem para caminhoneiros, são vendidos pela família, praticam pequenos furtos pelos centros das capitais.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Enquanto isso, uma criatura escreve uma mensagem para seus amigos virtuais, reclamando da vida e dizendo que não "está pra ninguém".&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Por quê? Porque sofre de insatisfação inexplicável e crônica, em seu quarto enorme, confortável e recheado das maravilhas da tecnologia, depois de ter feito 2 cirurgias plásticas aos 19 anos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;E algum dia você perceberá como são inúteis esses gestos de autopiedade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-4917212690301279667?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2008/12/muito-alm-do-raio-que-nos-cerca.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-5787678499733736185</guid><pubDate>Sat, 22 Nov 2008 00:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-19T01:49:41.893-03:00</atom:updated><title>Assinale a alternativa correta... "Opa!"</title><description>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Estou sem o que escrever. Umas coisas na cabeça, mas nada que seja razoável o suficiente pra ser transcrito em linhas blogais. Fora que eu tô passando pela crise do fim de semestre, com mais trabalhos do que dias para realizá-los. Bom, minha criatividade pra esse post foi tão reduzida que simplesmente respondi um "memê" e vou colar aqui. Fica uma confidência: adoooro responder essas coisas, enquetes, formulários, testes... Vício! Haha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Onde está seu celular?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Do lado do teclado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;E o amado?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; No aniversário da tia, uns 60 km daqui, infelizmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Cor do cabelo?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; O mesmo desde que nasci: castanho claro. Ou quem sabe quase escuro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Sua mãe?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Na sala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Seu pai?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Na cama e na luta, há 1 ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Suas irmãs/Seu irmão?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Vivian está no Chile, Vanessa na faculdade - em pleno feriado, pobrezinha - e Maurício na casa dele, com a mulher e os dois filhos atentados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Seu filho?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Opa, tá lá na fila do céu, esperando pra chegar a vez dele; que fica pra daqui, mais ou menos, uns 10 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;O que mais gosta de fazer?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Desenhar, escrever, ouvir as músicas que eu gosto, viajar, dormir, comer... Essas coisas de bon vivant!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;O que você sonhou na noite passada?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Que me ligavam avisando que ele havia partido. Tenho sonhado cada vez mais com isso...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Onde você está?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Em casa, sentada na frente do pc.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Onde você gostaria de estar agora?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Em outra realidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Onde você gostaria de estar daqui a seis anos?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Paris.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Onde você estava há seis anos?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Provavelmente em casa, naquela vida relax de criança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Onde você estava na noite passada?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Fazendo trabalho de FEB e rascunhos pra um cartão de natal. /wee&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;O que você não é?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Paciente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;O que você é?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Sonhadora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Objeto do desejo?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; No momento? Eeer, um estojo de lápis de cor de 120 cores, da Faber Castell.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;O que vai comprar hoje?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Nada, porque eu tô falida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Qual sua última compra?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Pincéis pra acrílica e verniz fixador em spray.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;A última coisa que você fez?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ler um capítulo do Admirável Mundo Novo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;O que você está usando?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Calça jeans, uma blusa listrada roxa e branca e o fiel all star branco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Na TV?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Tô ouvindo a voz da Lília Cabral, portanto, novela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Seu cachorro?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Dois! Mel e Bacana. Queria mais uns 500. :/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Seu computador?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;2gb, core 2 duo, windows vista, tela de 17"... Whatever, meu querido companheiro de aventuras e trabalhos pela madrugada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Seu humor?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Ultimamente inconstante, variando de acordo com o ambiente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Com saudades de alguém?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Saudade dos muitos amigos do colégio (seus putos!) e do namorado, que é coisa normal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Seu carro?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Tá na montadora e nos meus sonhos ainda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Perfume que está usando?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Alérgica de nível extremo, não posso usar perfume.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Última coisa que comeu?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Mc Max com batatas e suco de maracujá. Me senti uma gorda compulsiva carregando aquele tamanho de lanche. Haha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Fome de quê?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; De todas as comidas do mundo, porque eu ando com fome crônica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Preguiça de?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Tomar vergonha na cara e fazer algum dos 15 trabalhos que me esperam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Próxima coisa que pretende comprar?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Um óculos de sol, porque eu fiz o favor de perder o outro dentro do ônibus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Seu verão?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Espero passar pelo menos um fim-de-semana no meu amado litoral norte, desprovida do panetone que circunda minha cintura neste momento. :D&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Ama alguém?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Muitos alguéns!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando foi a última vez que deu uma gargalhada?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt; Eu dou tanta risada de tudo que acabo nem reparando.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Mas vá lá: uns 10 minutos atrás, ouvindo a irmã falar do entregador do McDonald's gatinho de all star e camiseta do Clash.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="color: rgb(153, 51, 153); font-family: trebuchet ms;"&gt;Quando chorou pela última vez?&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Hoje, quando acordei depois do sonho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Primeira vez que eu escrevo uma coisa relativamente pessoal e compreensível. Ao que me parece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Acho que depois rola um post decente. :)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-5787678499733736185?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2008/11/assinale-alternativa-correta-opa.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-1392258747809021546</guid><pubDate>Sun, 09 Nov 2008 23:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-19T21:26:30.832-03:00</atom:updated><title>Musicando</title><description>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Eu tenho uma mania estranha de associar músicas com livros e fatos. Normalmente escolho um playlist para ouvir por duas, três semanas; ou então a seleção de músicas dura até o fim daquela história. Depois mudo de livro e de musiquinhas também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Sim, sou metódica e cheia de rituais estranhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Mas essa esquisitice tem um porquê: é muito bom ouvir determinada música e associá-la com determinado enredo, determinado capítulo. Ouvir Girando na Renda, da Roberta Sá, e lembrar dos encontros amorosos escondidos de Júlia e Winston, de 1984. Superstar, Sonic Youth, como trilha sonora do conto de Woody Allen sobre a anã platonicamente apaixonada pelo homem branco e alto, de Fora de Órbita. Sea of Love (Cat Power) junto com Retrato em Preto e Branco (Chico querido) e as conflitantes relações amorosas de A Insustentável Leveza do Ser. Combinada com os conflitos de Vírginia da obra-prima de Lygia Fagundes Telles, Ciranda de Pedra, Ela É, da banda pouco conhecida chamada Validuaté. Ou então, Você Vai Ver, do meu adorado João Gilberto. Maria Rita cantando Menininha do Portão: ligação direta com Clarissa, criada por Érico Veríssimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Killing Lies, dos Strokes, me faz lembrar do ponto de ônibus depois de aulas maçantes no cursinho, com direito a flertes - nada fatais, ficadica. Jack Johnson e sua Do You Remember acompanhando a curtíssima caminhada até a escola onde fazia o ensino médio - e onde passei todo o tempo contando os dias para a fuga de um lugar hostil. A bobinha Lovefool - The Cardigans - e duas retardadas dançando na sala de aula. Copacabana - Móveis Coloniais de Acaju - e o começo do namoro. Da Marisa Monte, Bem Leve, para a lembrança de uma menina de 10 anos dançando de vestido de bolinhas na sala depois do jantar, durante o horário eleitoral. Paquetá, dos saudosos Los Hermanos, e a belíssima Ilhabela. Lily Allen e sua LDN num dia que deu vontade de descer 10 pontos antes e ir andando numa tarde bem agradável. Oil and Water (Incubus) e a fuga de 3 trombadinhas no meio da rua para não ser assaltada. De Vanguart, Hey Yo Silver, e uma Winnie ligeiramente bêbada no Studio SP. Love Will Tear us Apart, do Joy Division e a semana depois do diagnóstico. Cansei de Ser Sexy e Superafim com amigos sem noção. Foo Fighters e sua All my Life: recordação da 8ª série tão boa, não sei bem por que. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Enumerar todas as canções e os livros, acontecimentos, fases a que estão ligados despenderia muito tempo. Só vou recomendar que experimentem a técnica de associação. As histórias e os personagens num dia ou outro ressurgirão provocados por uma melodia. E a vida terá sempre uma trilha sonora particular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Esse post também teve a sua. :)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-1392258747809021546?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2008/11/musicando.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-122492951985309701</guid><pubDate>Wed, 22 Oct 2008 02:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-19T21:27:16.480-03:00</atom:updated><title>O que ainda resta de irracionalidade...</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Naquele corpo vagueia uma vontade, um desejo reprimido pela moral e pela vergonha. Mas é um corpo tão cansado, tão abatido, que clama desesperadamente por um descanço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;A vontade vem às vezes no sonho. O acontecimento se faz real nos lençóis da inconsciência noturna e aquele corpo acorda triste, enojado consigo mesmo. Quer lavar-se da sujeira de seus pensamentos, quer ficar desperto para não reviver a cena criada em sua mente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;E o dia corre. Correm também as idéias, essas crianças endiabradas, sem educação e impossíveis de controlar; na melhor analogia até aqui encontrada. E elas remontam o sonho, na hora de comer, na hora de andar, em qualquer hora que esteja associada a viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;O corpo deixa de ser corpo, essa reunião de células agitadas e inconstantes. Passa a ser mente, e só. E então o desejo domina, superior ao que a fé e a essência de certo-errado estabelecem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Nesses instantes, homens tornam-se egoístas, querem o fim de situações insuportáveis, anseiam por mudanças que melhorem suas vidas, seja como for. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Talvez seja nessas horas que homens roubem, agridam, matem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;A maioria, ainda bem, se envergonha e se desvencilha das amarras dos desejos ignóbeis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-122492951985309701?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2008/10/o-que-ainda-resta-de-irracionalidade.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-1997922870908531251</guid><pubDate>Mon, 13 Oct 2008 00:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-19T21:28:21.704-03:00</atom:updated><title>Adolescência</title><description>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;"Chora as lágrimas vindas do âmago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Molha a face infanto-juvenil do ser&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;que se agiganta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Emoções desencontradas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;sentimentos confusos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;O retiro ao canto solitário, na&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;busca de si mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Vulcão ardente no peito soluçante, expele&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;a lava da inconstância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;O calor das sensações inexplicáveis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;para a pouca idade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Situação passageira que confunde e se explica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Busca urgente o compartilhar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;enquanto sozinha, não consegue entender.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Desafoga então o seio palpitante, para&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;não deixar estanque."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Do pai pra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-1997922870908531251?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2008/10/adolescncia.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8416445564086129381.post-5163876197106829933</guid><pubDate>Thu, 09 Oct 2008 03:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-19T21:28:37.297-03:00</atom:updated><title>Não saber e fazer</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Uma pena e um tinteiro, por favor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Parece-me que a imagem de uma mão portando esses dois objetos e paralisada pela dúvida do que escrever é mais poético. Assim poderia até citar José de Alencar, que um dia falou desta mesma situação: "Tomei a pena e levei-a ao tinteiro; mas ela estremeceu toda, coitadinha, e saiu intacta e pura. Não trazia nem uma niilidade de tinta. Fiz nova experiência, e foi debalde." Mas vivemos tempos diferentes, nos quais nem a bic tem papel na encenação.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;Que seja! Idéias não faltam. Não que sejam boas! Todas elas, entretanto, se mostram insossas quando se materializam em forma de letras conjuntas. Então, prefiro o silêncio.&lt;br /&gt;E, no fundo, eu sempre busco este recatado amigo. Uma avalanche por dentro, um furacão de último grau na escala Saffir-Simpson em cada órgão: um &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" class="conteudo"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;crilar para o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" class="conteudo"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao mesmo tempo em que existe a vontade de falar, de gritar, de explodir, há a dúvida. Por quê? Para quê? Para quem? Como? Precisa? As perguntas soterram a mente, que talvez por preguiça desiste de sua intenção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" class="conteudo"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bom, um bucado de esquizofrenia e dramaturgia todo mundo tem dentro de si. Fica aí a prova de que nem tenho vontade de me excluir da regra.&lt;br /&gt;E no fim das contas, acabei escrevendo alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="conteudo"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8416445564086129381-5163876197106829933?l=premissaeconclusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://premissaeconclusao.blogspot.com/2008/10/no-saber-e-fazer.html</link><author>wi.affonso@gmail.com (Wi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item></channel></rss>